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MST participa da coordenação de seminários e da exposição de produtos na Agro Centro-Oeste Familiar
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra irá apresentar alimentos saudáveis produzidos em assentamentos de reforma agrária e promoverá debates sobre a educação do campo e contra o uso de agrotóxicos

O MST em Goiás é uma das organizações parceiras da Agro Centro-Oeste Familiar. Para esta edição, estão previstas a mobilização de trabalhadores rurais para a exposição de produtos nos estandes da feira e a promoção de seminários que irão abordar o desenvolvimento da reforma agrária, a educação do campo e contra o uso de agrotóxicos. A seguir, leia mais informações sobre esses assuntos na entrevista com Rosana Fernandes, Dirigente Nacional do MST.

Agro Centro-Oeste Familiar: Como vai ser a participação do MST na Agro Centro-Oeste?

Rosana Fernandes: O Movimento Sem Terra em Goiás, após um processo de discussões e compreensão dos objetivos da feira, decide sua participação e colaboração com a presença de assentados de reforma agrária apresentando seus produtos, especialmente, alimentos saudáveis, em pelo menos quatro estandes. Dentre os produtos, destaca-se a presença de uma cooperativa da Região Sul do país, que está desenvolvendo a produção de alimentos orgânicos, como o arroz. Além disso, contribui com a coordenação de três seminários: Desenvolvimento dos Assentamentos, Educação do Campo e Contra os Agrotóxicos. São temas que estão presentes na vida das famílias agricultoras na perspectiva de repensar um novo projeto para a agricultura em nosso país. Teremos ainda a organização de estande para a venda de materiais de divulgação do Movimento, bem como da Editora Expressão Popular, que busca garantir acesso às bibliografias a preço popular. Na oportunidade, apresentaremos a mais recente edição, o Dicionário da Educação do Campo, o qual fará o lançamento durante a feira.

Agro Centro-Oeste Familiar: Qual a quantidade de pessoas mobilizadas para o evento e de quais localidades elas virão? Está prevista a participação de representantes nacionais do MST?

Rosana Fernandes: Participarão pelo menos 15 trabalhadores nos estandes, além de grupos, caravanas, que virão a cada dia. Contaremos com presença dos municípios de Itaberaí, Bom Jardim, Baliza, Palmeiras de Goiás e representantes de uma cooperativa do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Contaremos com a presença de Antônio Miranda, da coordenação nacional do MST, que acompanha diretamente as discussões sobre a organização e a produção nos assentamentos.

Agro Centro-Oeste Familiar: Qual o objetivo da participação do MST no evento? O que o movimento está focando com essa participação?

Rosana Fernandes: O MST defende uma proposta alternativa para a agricultura baseada na agricultura familiar, camponesa, e na agroecologia, que fixe as famílias no campo, que garanta terra, gere emprego e distribua renda. Pensando nisso, o MST participará da feira dando ênfase, a partir das experiências que estão sendo desenvolvidas, numa nova maneira de produzir nos assentamentos. Com essa presença no evento, esperamos poder ir afirmando possibilidades de construir novos referenciais para a agricultura.

Agro Centro-Oeste Familiar: Como o movimento avalia iniciativas como a Agro Centro-Oeste, uma feira voltada aos pequenos agricultores?

Rosana Fernandes: O MST compreende a importância e a amplitude que significa a realização de um evento como a Feira Agro Centro-Oeste Familiar, especialmente, quando busca, em conjunto, uma articulação entre os movimentos sociais, órgãos públicos estadual e federal, particularmente, sob a coordenação da Universidade Federal de Goiás, sendo esta, importante instrumento de construção de conhecimentos através de pesquisas e de formação técnica que atenda às demandas da sociedade. É uma iniciativa que deve ser mantida, para que se possa ir ganhando espaço de apresentação dos resultados da agricultura familiar e, assim, ir fazendo o diálogo com os trabalhadores urbanos, tanto na comercialização, como também na compreensão e necessidade de incentivos para a reforma agrária e para os pequenos agricultores tradicionais.

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